Acariciar o cachorro pode reduzir a resposta física do organismo ao estresse, aponta estudo

Escrito por em 29/10/2026

Acariciar o próprio cachorro por alguns minutos pode ajudar o organismo a reagir de forma menos intensa a uma nova situação de estresse. É o que aponta um estudo publicado na revista científica Biological Psychology, conduzido por pesquisadores da Universidade de Innsbruck, na Áustria.

Imagem: Iryna Inshyna/Shutterstock

O experimento reuniu 64 tutores adultos de cães saudáveis. Para provocar estresse, os participantes realizaram tarefas de conhecimentos gerais com tempo limitado ou exercícios matemáticos, enquanto um avaliador acompanhava o desempenho remotamente e fazia comentários negativos.

As reações foram monitoradas por eletrocardiograma (ECG), que registra a atividade elétrica do coração, e eletroencefalograma (EEG), utilizado para acompanhar a atividade elétrica cerebral.

Depois da primeira rodada de testes, os voluntários tiveram cinco minutos de pausa. Parte deles pôde interagir fisicamente com os próprios cães, enquanto os demais permaneceram sem acesso aos animais. Em seguida, todos enfrentaram uma segunda rodada de atividades estressantes.

Os resultados mostraram que os participantes que acariciaram seus cães apresentaram sinais fisiológicos menos intensos de estresse durante o segundo desafio. A diferença, porém, não indicou uma recuperação mais rápida após a primeira situação de pressão. O efeito observado apareceu diante de um novo desafio.

Durante os testes iniciais, os pesquisadores identificaram aumento da frequência cardíaca e redução da variabilidade da frequência cardíaca, além de mudanças na atividade cerebral compatíveis com um estado de maior ativação.

O estudo também encontrou diferenças entre os indicadores fisiológicos registrados pelos equipamentos e a percepção de estresse relatada pelos participantes. Isso sugere que a forma como uma pessoa avalia o próprio estado emocional nem sempre corresponde integralmente às alterações observadas no organismo.

Segundo os pesquisadores, o contato físico com o próprio cão pode estar associado a uma resposta corporal mais branda diante de situações futuras de pressão. Os autores ressaltam, no entanto, que o experimento foi realizado em condições controladas e com um grupo específico de tutores. Portanto, os resultados não permitem afirmar que o efeito ocorra em todas as pessoas ou circunstâncias.

Fonte: Olhar Digital

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