Estado americano descriminaliza uso de drogas e troca prisão por tratamento

Escrito por em 17/02/2021

O estado de Oregon, nos EUA, foi a primeira região do país que descriminalizou oficialmente a posse e uso pessoal de todas as drogas. A decisão foi tomada em novembro do ano passado, através de votação popular, aprovada com 55,8% dos votos, e começou a vigorar no dia 08 passado, ampliando a assistência médica para dependentes químicos, oferecendo serviços de saúde ao invés de prender e condenar usuários de droga.

A medida prevê o porte de pequenas quantias de drogas pesadas como heroína, cocaína e metanfetamina sem que ocorra punição com voz de prisão. Agora, a penalização será semelhante a de uma multa de trânsito.

“Hoje, o primeiro dominó de nossa guerra cruel e desumana contra as drogas caiu, desencadeando o que esperamos ser uma cascata de outros esforços com foco na saúde em vez da criminalização”, disse Kassandra Frederique, diretora executiva da Drug Policy Alliance.

“Essa lei tem como objetivo proteger as pessoas contra perseguição, assédio e criminalização nas mãos do estado por usar drogas para que, em vez disso, tenham acesso aos apoios de que precisam”, finalizou ela.

A ação para descriminalizar drogas em Oregon foi originada de medidas de outros estados estadunidenses que aprovaram a legalização damaconha recreativa.

Em outubro de 2020, Joe Biden, o atual presidente dos Estados Unidos, defendeu, durante um debate eleitoral, o apoio médico ao tratamento de dependentes químicos em detrimento do encarceramento. “Ninguém deveria ir para a cadeia porque tem um problema com as drogas”, afirmou ele

Como funciona a medida

Os portadores de drogas podem optar por se submeter a uma avaliação de saúde para dependentes químicos ao invés de pagar a multa, acordada em US$ 100 (aproximadamente R$ 536).

A legislação estabelece a criação de centros de recuperação gratuita para dependentes químicos, financiados pela receita tributária das vendas legalizadas de maconha no varejo.

Alguns artistas que apostam na indústria da maconha:

Whoopi Goldberg

A atriz, vencedora do Oscar, lançou sua própria linha de CBD chamada “Whoopi & Maya”, que possui produtos como sabonetes, cremes e tinturas. Ela lançou a marca em 2016, em sociedade com a empreendedora Maya Elisabeth, fundadora da OM Edibles.

Mike Tyson

O ex-campeão dos pesos pesados passou por uma reformulação da imagem nos últimos anos, deixou de ser um “vilão” e passou a promover festas e investir em negócios. Um exemplo recente é a linha de cannabis Tyson Ranch, que inclui bebidas chamadas Dwiink, com 10mg de CBD em cada garrafa. Tyson também lançou um resort dedicado à maconha.

Seth Rogen

Responsável por filmes que tratam diretamente sobre o consumo de maconha, como ‘Segurando as Pontas’ (2008) e ‘É o Fim’ (2013), Seth Rogen é usuário assumido da erva. Ele afirma que ainda se surpreende com o quanto algumas pessoas nos EUA reagem mal ao consumo de cannabis (Foto: Getty Images)

O artista trabalha na empresa chamada Houseplant, com o produtor de ‘Superbad’, Evan Goldberg, há pelo menos cinco anos. A dupla co-fundou a marca, que tem sede em Toronto, com a Canopy Growth Corp (CGC), uma produtora licenciada de cannabis. A CGC possui uma participação de 25% na Houseplant e ajudará Rogen e Goldberg com instalações e infraestrutura para o plantio da droga.

Fontes: Hypeness; Revista Monet


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