Setembro Amarelo propõe ações de prevenção ao suicídio

Escrito por em 01/09/2020

Conheça o movimento Setembro Amarelo e entenda a importância do diálogo para a prevenção do suicídio.

Desde 2015, o Brasil acolhe o movimento Setembro Amarelo, que surgiu com o objetivo de dar visibilidade à temática do suicídio. Embora o número de casos tenha diminuído cerca de 30% nas últimas 3 décadas, ainda é a segunda principal causa de mortes entre jovens de 15 a 29 anos.

Como o suicídio é um ato evitável, a abertura ao diálogo e a compreensão das razões que levam alguém a acabar com a própria vida podem reverter esse quadro. Além disso, o suicídio pode atingir pessoas de qualquer faixa etária, incluindo crianças, por isso é preciso ter atenção redobrada a qualquer mudança de comportamento.

Neste post, você vai entender melhor a importância do diálogo sobre suicídio e como o Setembro Amarelo vem ajudando na prevenção. Acompanhe as próximas linhas.

O suicídio ainda é um tabu

O suicídio vem, essencialmente, de um estado depressivo, que pode ser causado por inúmeros gatilhos internos e externos. E mesmo com números cada vez mais altos, o assunto ainda é considerado um tabu para muitas pessoas.

Tendo em vista que tirar a própria vida é uma decisão extrema para fugir do que é considerado um problema sem solução, a melhor forma de evitá-lo é detectar quando a possibilidade existe e agir a tempo.

Alguns dados sobre o suicídio

De acordo com dados atualizados da OMS ( Organização Mundial da Saúde), cerca de 800 mil pessoas já tiraram suas vidas no mundo, com um número maior de mortes em países de média e baixa renda (79%).

A OMS afirma que os grupos de maior risco são pessoas tomadas por depressão e alcoolismo, que passam por crises profundas diante de situações estressantes da vida (como desemprego, perdas financeiras e de entes queridos, término de relacionamento, abusos, além de doenças e dores crônicas).

Nesse conjunto também está a população em situação de vulnerabilidade social ou que sofre discriminação, como refugiados e migrantes, indígenas, comunidade LGBTI+ e pessoas privadas da liberdade.

No Brasil, conforme dados recentes do Ministério da Saúde, a população indígena é a mais afetada (15,2 casos a cada100 mil pessoas).

Da população em geral, os homens são os mais vulneráveis ao suicídio (9,2/100 mil). Entre as mulheres, a taxa é de 2,4/100 mil.

Falar sobre suicídio é fundamental

É comum que os pais evitem falar sobre suicídio com os filhos, na tentativa de minimizar a importância percebida pelo adolescente de um determinado problema que observam, ou mesmo pelo fato de os filhos não darem abertura suficiente para que o assunto seja discutido.

E não são só as crianças e adolescentes que não conversam sobre o assunto: pessoas de qualquer idade podem ter um bloqueio paraa falar sobre algo tão importante, como se abordar o assunto fosse deixá-lo em evidência na cabeça de quem está depressivo.

Porém, a conversa pode abrir novas perspectivas e até alertar a outra pessoa para tomar medidas mais drásticas para solucionar a situação.

Por isso é tão importante que a sociedade como um todo, família, amigos, escola e grupos de trabalho, esteja atenta aos menores sinais, disposta e preparada para discutir o tema e encaminhar a pessoa para um tratamento que trará um novo olhar sobre a vida e a vontade de prosseguir.

Perceber os menores sinais pode fazer a diferença

Muitas vezes, o diálogo até acontece, porém quem ouve pode não estar preparado e não sabe como reagir quando ouve uma pessoa falar que não tem mais vontade de viver e que, muitas vezes, tem vontade de tirar a própria vida. Quando não estamos preparados, podemos não dar a atenção devida a essa fala tão séria.

Além de não ignorar esse tipo de fala, é preciso estar atento a outros sinais que podem indicar a depressão e a vontade de cometer suicídio. Confira alguns dos sintomas que devem ser acompanhados e levados a sério:

  • tristeza persistente;
  • postagens relacionadas a suicídio ou depressão profunda nas redes sociais;
  • perda de interesse em atividades que antes davam prazer;
  • fadiga;
  • falta de energia;
  • alteração no sono;
  • irritabilidade;
  • alterações no apetite;
  • choro sem razão aparente;
  • ideias de morte;
  • dores e sentimento de inutilidade.

O programa Reverberando, apresentado por Thiago Denardi, Lyncon Busatta e Mateus Guima, falou, recentemente, sobre o tema. Assista:

Integrantes do Reverberando falando sobre o tema.


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