Novo tratamento contra câncer de pele começa testes em humanos no Brasil

Escrito por em 16/04/2026

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) deram início, em 2026, à fase de testes clínicos em humanos de um novo tratamento experimental contra o câncer de pele. Os resultados iniciais da pesquisa foram divulgados em 14 de abril pelo Jornal da Unicamp.

O estudo, liderado por Pedro Paulo Corbi e Carmen Lima, desenvolveu um composto inovador que combina prata com um anti-inflamatório, aplicado diretamente na lesão por meio de um adesivo associado a uma membrana de celulose bacteriana.

A tecnologia já havia sido testada em laboratório e em animais, apresentando resultados promissores. Nos experimentos, o composto demonstrou capacidade de inibir o crescimento tumoral sem afetar células saudáveis, atuando de forma seletiva.

Nos testes com camundongos, a aplicação do tratamento levou à redução significativa e, em alguns casos, à regressão completa dos tumores, sem comprometer a saúde dos animais. O medicamento é liberado de forma controlada por meio da membrana, que funciona como um curativo biológico.

O foco da pesquisa é o carcinoma de células escamosas, um dos principais tipos de câncer de pele não melanoma — o mais comum no Brasil. De acordo com estimativas, mais de 260 mil novos casos devem ser registrados no país em 2026.

Atualmente, o tratamento padrão envolve a remoção cirúrgica do tumor, o que pode ser invasivo e causar impactos estéticos relevantes, dependendo da localização da lesão. Segundo os pesquisadores, a nova proposta busca reduzir o tamanho dos tumores e permitir intervenções menos agressivas.

O composto desenvolvido utiliza prata — material com propriedades antibacterianas conhecidas — combinada ao anti-inflamatório nimesulida, formando a substância chamada AgNMS. A expectativa é que a tecnologia possa, no futuro, oferecer uma alternativa mais acessível e menos invasiva aos tratamentos tradicionais.

Apesar dos resultados positivos iniciais, os cientistas ressaltam que os estudos ainda estão em fase inicial e que novos testes são necessários para comprovar a eficácia e segurança do tratamento em humanos.

Fonte: Olhar Digital


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