Jovem descobre doença rara após usar IA e corrigir diagnósticos médicos

Escrito por em 15/04/2026

Uma jovem de 23 anos, identificada como Phoebe Tesoriere, descobriu que possui paraplegia espástica hereditária após quatro anos recebendo diagnósticos equivocados. O caso ocorreu em País de Gales e chamou atenção pelo uso de inteligência artificial no processo.

Imagem: Amir Sajjad/Shutterstock

Desde a infância, Phoebe apresentava problemas de saúde, incluindo dificuldades motoras e de equilíbrio. Ao longo dos anos, recebeu diagnósticos como ansiedade, depressão e epilepsia, além de ter sido avaliada para dispraxia — condição que afeta a coordenação —, mas sem confirmação.

Aos 19 anos, após sofrer uma convulsão no trabalho, os médicos atribuíram o episódio à ansiedade. Em 2022, ela iniciou tratamento para epilepsia, mas voltou a apresentar sintomas graves, incluindo dificuldades para andar e novos episódios de convulsão.

Em janeiro de 2025, após uma queda de escada, a jovem passou três meses internada sem um diagnóstico conclusivo. Meses depois, sofreu uma convulsão severa e chegou a ficar em coma por três dias. Mesmo assim, voltou a receber diagnóstico de ansiedade.

Diante da falta de respostas, Phoebe decidiu inserir seus sintomas no ChatGPT. A ferramenta sugeriu a possibilidade de paraplegia espástica hereditária. Com essa hipótese, ela procurou um médico, que considerou a suspeita plausível e solicitou exames genéticos — que confirmaram a condição.

Segundo o sistema público de saúde britânico, NHS, a doença é rara e frequentemente subdiagnosticada, o que dificulta a identificação precoce.

Atualmente, Phoebe utiliza cadeira de rodas e não pode mais exercer sua profissão como professora. Apesar disso, afirmou que pretende iniciar uma nova carreira na área de psicologia, com o objetivo de ajudar outras pessoas.

Especialistas destacam que, embora o caso tenha tido um desfecho positivo, o uso de inteligência artificial na saúde ainda exige cautela. Estudos da Universidade de Oxford indicam que chatbots podem fornecer orientações médicas inconsistentes e falhar na identificação de situações de risco, o que pode gerar consequências graves.

O caso reforça o potencial da IA como ferramenta de apoio, mas não substitui a avaliação médica especializada.

Fonte: Olhar Digital

Marcado como

[There are no radio stations in the database]