Pílula oral supera Ozempic em estudo e pode mudar tratamento da obesidade
Escrito por Redação Máxima FM 90,9 em 27/03/2026
Um novo avanço no tratamento da obesidade pode estar próximo. O medicamento oral orforglipron, desenvolvido pela Eli Lilly, apresentou desempenho superior à semaglutida em um ensaio clínico de fase 3 com 1.698 pacientes com diabetes tipo 2.
Após 52 semanas de acompanhamento, os participantes que utilizaram o novo comprimido registraram redução média da hemoglobina glicada (HbA1c) entre 1,71% e 1,91%, superando a queda de 1,47% observada com a semaglutida oral.
Na perda de peso, o resultado também foi superior: entre 6,1 kg e 8,2 kg eliminados, contra 5,3 kg do grupo comparativo.
O orforglipron se destaca por ser administrado via oral, eliminando a necessidade de injeções — uma das principais barreiras dos tratamentos atuais como Ozempic e Wegovy. Além disso, o medicamento não exige refrigeração, o que facilita logística e amplia o acesso, especialmente em regiões com infraestrutura limitada.
Outro diferencial está na sua composição: trata-se de uma pequena molécula sintética, capaz de ser absorvida diretamente pelo organismo, diferentemente dos medicamentos baseados em peptídeos, como a semaglutida, que apresentam menor biodisponibilidade.
No entanto, o estudo também apontou limitações importantes. Cerca de 59% dos usuários relataram efeitos colaterais gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia — índice superior ao observado com a semaglutida (37% a 45%). Além disso, 10% dos participantes abandonaram o tratamento devido às reações adversas.
Apesar dos resultados promissores, o medicamento ainda está em fase de testes para pacientes com obesidade sem diabetes. Especialistas apontam que o sucesso comercial dependerá do equilíbrio entre eficácia e tolerabilidade, fatores determinantes para adesão ao tratamento a longo prazo.
Fonte: Olhar Digital