Novo estudo revela que adolescência do cérebro pode durar até os 30 anos

Escrito por em 27/11/2025

Novo estudo revela que adolescência do cérebro pode durar até os 30 anos – Imagem: Monty Rakusen/Getty

Um estudo conduzido pela Universidade de Cambridge revelou que o cérebro humano passa por cinco fases distintas ao longo da vida, com pontos de virada marcados aos nove, 32, 66 e 83 anos. A pesquisa, publicada na revista Nature Communications, analisou cerca de 4.000 exames cerebrais de pessoas com até 90 anos e mostrou que a adolescência cerebral dura muito mais do que se imaginava, estendendo-se até o início dos 30 anos.

Segundo os cientistas, o cérebro continua em sua fase adolescente dos nove aos 32 anos, quando atinge seu pico de eficiência. Essa descoberta ajuda a explicar por que o risco de transtornos mentais é maior nesse período e como a função cerebral atinge o auge nessa etapa da vida.

O estudo dividiu o desenvolvimento cerebral em cinco fases:

  • Infância: do nascimento aos nove anos, período de rápido crescimento e redução de sinapses.
  • Adolescência: dos nove aos 32 anos, fase de maior eficiência e também maior vulnerabilidade a transtornos mentais.
  • Idade adulta: dos 32 aos 66 anos, marcada por estabilidade e lentas mudanças.
  • Envelhecimento precoce: dos 66 aos 83 anos, com o cérebro se fragmentando em regiões mais independentes.
  • Envelhecimento tardio: a partir dos 83 anos, quando essas mudanças se acentuam.

De acordo com a autora principal da pesquisa, Dra. Alexa Mousley, o cérebro está constantemente se reconfigurando, fortalecendo e enfraquecendo conexões ao longo da vida. Ela destacou que foi surpreendente observar como as idades identificadas se alinham com marcos como a puberdade, a paternidade e mudanças sociais importantes.

A pesquisa também ressalta que o envelhecimento precoce coincide com o período em que demência e hipertensão tendem a aparecer, embora o estudo tenha analisado somente cérebros considerados saudáveis.

Especialistas independentes classificaram o estudo como “muito interessante” e ressaltaram como ele reforça a compreensão atual sobre o envelhecimento cerebral, embora as mudanças não ocorram exatamente da mesma forma em todas as pessoas.

Fonte: BBC


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