Atualização do rebanho de 2025 termina com 86,7% das propriedades cadastradas no Paraná

Escrito por em 02/07/2025

A Campanha de Atualização de Rebanho 2025 terminou na segunda-feira (30) com 86,7% das propriedades paranaenses cadastradas, conforme relatório parcial divulgado nesta terça-feira (1º) pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). O número representa 157,8 mil das 182 mil explorações pecuárias do Estado, enquanto 24,2 mil propriedades ficaram pendentes.

O percentual superou levemente o do ano passado, quando 86,4% das propriedades realizaram a atualização. A regional de Toledo foi o destaque da campanha, com 99,3% das 11 mil propriedades atualizadas, abrangendo municípios como Assis Chateaubriand, Guaíra, Marechal Cândido Rondon, Palotina e Santa Helena.

Outros dados importantes da campanha:

  • 59 municípios encerraram a campanha com 100% das propriedades atualizadas, dois a mais que em 2024.
  • 313 municípios alcançaram índice superior a 80%, mesmo número do ano anterior.
  • Apenas três municípios ficaram abaixo de 50% de atualização: Pinhais (48%), Adrianópolis (46,19%) e Quitandinha (44,48%), todos da regional de Curitiba.

O chefe do Departamento de Saúde Animal da Adapar, Rafael Gonçalves Dias, alertou que os produtores que não realizaram o cadastro ainda podem se regularizar, mesmo com o fim da campanha. O procedimento pode ser feito online pelo site da Adapar ou presencialmente em um dos escritórios locais.

A falta de atualização impede a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), necessária para movimentação dos animais entre propriedades e abates em frigoríficos, e pode gerar multas. A Adapar também fará busca ativa de rebanhos irregulares.

A atualização é obrigatória para todas as espécies existentes na propriedade, como bovinos, búfalos, equinos, asininos, muares, suínos, ovinos, caprinos, aves, peixes, colmeias e bicho-da-seda.

“A atualização de rebanho é essencial para o planejamento e execução das políticas públicas de defesa sanitária animal. Essas informações são fundamentais para monitorar doenças, controlar surtos e fortalecer o status sanitário do Paraná, facilitando o acesso a mercados nacionais e internacionais”, reforçou Dias.

Fonte: AEN-PR


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