Comissão ligada ao Ministério da Saúde rejeita inclusão de canetas emagrecedoras no SUS

Escrito por em 21/08/2025

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec), vinculada ao Ministério da Saúde, rejeitou nesta quarta-feira (20) a inclusão da semaglutida e da liraglutida na lista de tratamentos oferecidos pela rede pública.

As substâncias, presentes em medicamentos de alto custo como Ozempic, Wegovy e Saxenda, são utilizadas no combate à obesidade e ao diabetes tipo 2. A proposta previa a distribuição da semaglutida para pessoas com obesidade e histórico de doenças cardiovasculares, a partir dos 45 anos, sem diagnóstico de diabetes, e da liraglutida para pacientes com diabetes tipo 2 e obesidade.

Segundo a Conitec, o alto custo foi determinante para o veto. O colegiado estima que a semaglutida poderia gerar impacto de R$ 3,4 bilhões a R$ 7 bilhões em cinco anos para o SUS. Além disso, especialistas destacaram a necessidade de acompanhamento multiprofissional, como suporte psicológico, o que dificultaria sua adoção em larga escala.

Essa foi a segunda vez que a comissão se posicionou contra a medida. Em maio, já havia sido emitido parecer negativo, seguido de consulta pública.

Apesar disso, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que a pasta mantém a possibilidade de futura incorporação, caso surjam novas evidências científicas sobre a eficácia e viabilidade dos medicamentos.

Paralelamente, a Fiocruz firmou acordo com a farmacêutica EMS para desenvolver versões nacionais das duas substâncias, o que pode reduzir custos e abrir caminho para uma futura oferta no SUS. Atualmente, a semaglutida não está disponível na rede pública, enquanto a liraglutida já é usada em programas locais no DF, em municípios de Goiás e do Espírito Santo. A prefeitura do Rio de Janeiro também anunciou que pretende adotar a semaglutida a partir de 2026, voltada a pacientes com diabetes e obesidade.

Fonte: Portal Leo Dias


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