Pix completa 5 anos e consolida revolução nos pagamentos digitais no Brasil

Escrito por em 17/11/2025

O Pix completa 5 anos nesta data, comemorando sua entrada oficial em operação em 16 de novembro de 2020. Desenvolvido pelo Banco Central, o sistema de pagamentos instantâneos chegou para simplificar transações no Brasil — e, meia década depois, consolidou-se como um dos maiores avanços no setor financeiro.

Pix completa 5 anos e consolida revolução nos pagamentos digitais no Brasil – Imagem: Bruno Peres/Agência Brasil

Desde o lançamento, já foram cadastradas cerca de 890 milhões de chaves e mais de 170 milhões de pessoas utilizam o serviço regularmente. Em praticamente todas as cidades brasileiras, tornou-se raro encontrar estabelecimentos que não aceitem Pix como forma de pagamento.

O volume total movimentado também impressiona: R$ 85,5 trilhões passaram pelo sistema entre 2020 e setembro de 2025. O crescimento ampliou o acesso ao sistema financeiro e reforçou a concorrência entre instituições bancárias.

Criado inicialmente para transferências instantâneas, o Pix ganhou novas funcionalidades ao longo dos anos, como pagamentos automáticos, agendamentos, operações por aproximação e outros recursos que tornaram as transações mais práticas para os usuários.

O avanço é evidente nos números de 2024, quando o sistema movimentou R$ 26 trilhões, valor equivalente a quase dois PIBs e meio do país. No total, o Banco Central contabiliza 181,6 bilhões de operações nesses cinco anos — um movimento que também reduziu o uso de dinheiro físico no Brasil. Desde 2020, os saques caíram 35%, sinalizando a preferência crescente pelas transferências digitais.

No comércio, o impacto também foi significativo: pagamentos via Pix custam, em média, um quarto das taxas cobradas em transações com cartões de crédito e débito, oferecendo alívio financeiro aos lojistas.

O que vem por aí

A próxima fase do sistema deve incluir o bloqueio de chaves Pix, funcionalidade que aumentará a segurança e permitirá aos usuários impedir o uso de chaves vinculadas ao próprio CPF — medida importante para reduzir riscos de fraudes.

Outra novidade em desenvolvimento é o Pix Parcelado, que unirá pagamento e crédito de forma integrada. Com o recurso, o comprador poderá parcelar a compra, enquanto o lojista receberá o valor integral imediatamente, tudo dentro do ambiente Pix.

Para empresas, o Banco Central trabalha no Pix Duplicata, voltado ao pagamento de duplicatas eletrônicas. O objetivo é reduzir a dependência do boleto em transações entre companhias, tornando os processos mais simples, rápidos e baratos.

A agenda futura ainda prevê a internacionalização do Pix, permitindo que o modelo seja usado também em operações fora do país. A proposta abriria caminho para pagamentos instantâneos transfronteiriços, ampliando o alcance de uma plataforma que nasceu para facilitar transferências e se tornou um dos principais meios de pagamento do Brasil.

Fonte: Olhar Digital


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