Nova produção da Netflix revela os bastidores da tragédia do submersível Titan

Escrito por em 11/06/2025

Estreou recentemente no Festival de Cinema de Tribeca o documentário “Titã: o desastre da OceanGate”, que aborda os bastidores da tragédia ocorrida em 18 de junho de 2023, quando o submersível Titan, da empresa OceanGate, implodiu nas profundezas do Oceano Atlântico, matando seus cinco ocupantes durante uma missão aos destroços do Titanic.

Foto: AFP PHOTO / OceanGate Expeditions

O documentário traz à tona depoimentos reveladores, imagens inéditas e análises técnicas que buscam explicar os erros e decisões questionáveis que levaram ao desastre. A produção será lançada mundialmente na Netflix no dia 11 de julho.

O Titan perdeu contato com o navio de apoio, MV Polar Prince, pouco mais de 1h30 após o início da descida. Quatro dias depois, em 22 de junho, destroços foram encontrados a cerca de 500 metros do Titanic, confirmando a implosão do submersível e a morte instantânea dos tripulantes, devido à intensa pressão a mais de 3 mil metros de profundidade.

Entre as vítimas estava Stockton Rush, CEO da OceanGate, que é apontado no documentário como o principal responsável pelo acidente. Ex-funcionários e especialistas ouvidos na produção o descrevem como obstinado, imprudente e até psicologicamente instável. Um dos entrevistados chega a afirmar: “Havia uma certeza matemática de que ele colapsaria.”

Também estavam na expedição:

  • Hamish Harding, piloto e empresário britânico;
  • Paul-Henri Nargeolet, explorador francês;
  • Shazada Dawood, empresário anglo-paquistanês;
  • Suleman Dawood, seu filho de 19 anos.

A produção dirigida por Mark Monroe destaca o que seria a obsessão de Rush em transformar as imersões submarinas em uma atração turística, ignorando alertas internos. O documentário relembra, por exemplo, o aviso feito por David Lochridge, ex-diretor de operações da OceanGate, que classificou o Titan como “instável”.

Além disso, ex-funcionários como Bonnie Carl, nomeada simbolicamente como “primeira piloto”, apontam o clima de despreparo e negligência técnica dentro da empresa. Ela também prestou depoimento formal à Guarda Costeira dos EUA, que abriu investigação sobre o caso em 2024.

Titã: o desastre da OceanGate” promete jogar luz sobre os bastidores de uma tragédia que poderia ter sido evitada, abordando os dilemas éticos, os desafios de engenharia e a cultura corporativa que levou à catástrofe.

Fonte: O Globo

*Matéria escrita com o auxílio de IA.


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