Quem matou Tupac? Julgamento começa quase 30 anos após a morte do rapper
Escrito por Redação Máxima FM 90,9 em 18/08/2026
O julgamento do assassinato de Tupac Shakur começou nesta segunda-feira (17), em Las Vegas, quase 30 anos após a morte do rapper. Duane “Keffe D” Davis, ex-líder da gangue South Side Compton Crips, é a única pessoa formalmente acusada pelo crime e responde por homicídio com uso de arma mortal, com agravante relacionado à atuação de gangue. Ele se declarou inocente.

Durante as alegações iniciais, a promotoria apresentou Davis como responsável por coordenar o ataque contra Tupac, em uma ação de vingança após uma briga envolvendo o rapper e Orlando “Baby Lane” Anderson, sobrinho de Davis. A defesa, por outro lado, sustenta que não existem provas suficientes para demonstrar a participação de seu cliente no assassinato.
Tupac foi baleado na noite de 7 de setembro de 1996, em Las Vegas. O rapper estava no banco do passageiro de um BMW dirigido por Marion “Suge” Knight, quando um Cadillac branco se aproximou e seus ocupantes efetuaram diversos disparos.
Tupac foi atingido várias vezes, permaneceu internado durante seis dias e morreu em 13 de setembro de 1996, aos 25 anos. O crime permaneceu sem uma acusação formal durante quase três décadas.
A principal linha investigativa aponta para uma possível retaliação após uma briga ocorrida no MGM Grand naquela mesma noite. Tupac e integrantes de seu grupo teriam entrado em confronto com Orlando Anderson, ligado aos South Side Compton Crips e sobrinho de Davis.
Anderson foi apontado durante anos como um dos possíveis envolvidos no ataque, mas morreu em 1998, em um tiroteio em Compton. Ele nunca foi formalmente acusado pela morte de Tupac.
Aos 63 anos, Davis foi preso em setembro de 2023, depois que declarações dadas ao longo dos anos passaram a ser utilizadas pelas autoridades como parte da investigação. A acusação afirma que ele não foi o responsável pelos disparos, mas teria planejado o ataque e fornecido a arma utilizada no crime.
O processo deve durar cerca de um mês e reunir entre 35 e 45 testemunhas. Um dos principais pontos do julgamento será determinar se as declarações públicas de Davis, incluindo entrevistas e trechos de seu livro de memórias, são suficientes para comprovar sua participação no planejamento e na facilitação do assassinato.
A defesa contesta a interpretação dada pela promotoria às declarações de Davis e questiona a qualidade das provas reunidas décadas depois do crime.
Mesmo com o julgamento, algumas questões sobre a morte de Tupac permanecem sem resposta, incluindo a identidade de quem efetivamente realizou os disparos e a possível participação de outras pessoas no planejamento do ataque.
Fonte: Rede Atlantida