Estudo mostra que embalagens de alimentos ocultam informações sobre uso de aditivos
Escrito por Redação Máxima FM 90,9 em 16/03/2023
As embalagens de alimentos vendidos no país não têm informações suficientes para o consumidor. Essa é a conclusão de uma pesquisa do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. Um artigo sobre a pesquisa foi publicado em fevereiro na Revista de Saúde Pública, da Universidade de São Paulo (USP).
O estudo constatou falhas e inconformidades nas informações de aditivos presentes entre os de ingredientes, o que impede o consumidor de fazer uma escolha segura e mais saudável.
Esses aditivos são usados em bebidas e alimentos ultraprocessados. Eles modificam as características físicas, químicas, biológicas e sensoriais do produto e não têm fator nutricional. Presunto, salsicha, pães empacotados, refrigerantes, bebidas lácteas e margarinas fazem parte da enorme lista de industrializados que recebem aditivos intencionalmente, da fabricação até a embalagem.
O consumo de alimentos ultraprocessados está relacionado a uma série de doenças crônicas, como obesidade, hipertensão, diabetes, câncer e doença inflamatória intestinal.
Com base nas evidências científicas da pesquisa, os autores defendem que é necessário que o país tenha uma legislação que garanta que o consumidor seja mais bem informado.
A pesquisa foi encaminhada à Anvisa quando ficou pronta, em 2021, mas não houve diálogo com a Agência. Em nota, a Anvisa afirma que considera importante o aprimoramento das regras para declaração dos ingredientes utilizados nos alimentos, incluindo os aditivos alimentares, e que o tema está nas discussões sobre rotulagem geral, cuja regulamentação é harmonizada no Mercosul.
Fonte: Agência Brasil